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Trump "absolutamente envergonhado" do STF pela decisão sobre tarifas

O ex-presidente critica duramente a Suprema Corte por anular

Trump "absolutamente envergonhado" do STF pela decisão sobre tarifas
7DAYES
5 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Trump ataca a Suprema Corte pela rejeição de tarifas e promete retaliação

Em uma declaração contundente e altamente crítica, o ex-presidente Donald Trump declarou-se "absolutamente envergonhado" da Suprema Corte na sexta-feira, depois que o mais alto órgão judicial da nação invalidou sua ambiciosa e abrangente agenda tarifária. A decisão marca uma significativa repreensão judicial a um pilar da política econômica de Trump, uma política que ele havia defendido consistentemente como vital para a prosperidade americana e a segurança nacional. A reação veemente do ex-presidente sublinha sua profunda decepção e desacordo com a decisão da mais alta corte do país.

O presidente Trump havia previamente sublinhado a imensa importância do caso, classificando-o como "o caso mais importante de todos os tempos" durante seu mandato. Sua administração havia dependido fortemente da implementação de tarifas abrangentes como uma estratégia multifacetada para revigorar a economia dos EUA, mitigar a dívida nacional e gerar receita para financiar vários planos de política doméstica. A decisão da Suprema Corte de anular essa política representa uma profunda decepção para o ex-presidente, que reiterou seu desgosto durante uma coletiva de imprensa na tarde de sexta-feira, afirmando: "A decisão da Suprema Corte sobre as tarifas é profundamente decepcionante". Esta estratégia tarifária estava no centro de sua doutrina "América Primeiro", visando proteger as indústrias nacionais da concorrência estrangeira e reequilibrar as relações comerciais internacionais em favor dos EUA. Para Trump, as tarifas não eram apenas uma ferramenta econômica, mas também uma alavanca de negociação diplomática.

De uma perspectiva mais ampla, o veredicto da Suprema Corte representa um golpe substancial para as diretrizes econômicas e de política externa que definiram uma parte significativa da administração Trump. Também é percebido como uma rara e potente repreensão à autoridade executiva do ex-presidente, particularmente à sua interpretação expansiva do poder presidencial em questões de comércio internacional. Essa intervenção judicial destaca o complexo equilíbrio de poderes dentro do governo dos EUA, onde o judiciário pode, e muitas vezes o faz, atuar como um controle sobre as ações executivas, mesmo aquelas com significativas ramificações econômicas.

Durante seus comentários, Trump expressou uma postura desafiadora, sugerindo que possuía autoridade para "destruir" outros países, apesar do revés judicial. Ele articulou sua frustração com a decisão, afirmando: "Tenho permissão para destruir o país, mas não posso cobrar uma pequena taxa deles." Esta declaração provocadora sublinha sua percepção da prerrogativa executiva e sua crença em táticas comerciais agressivas como uma ferramenta legítima de governança. O ex-presidente não poupou palavras ao criticar os juízes que votaram contra sua política, rotulando-os de "uma desgraça para nossa nação"; tais acusações minam a confiança na imparcialidade do sistema judicial.

Horas depois que a corte desmantelou o que era considerada uma política econômica emblemática, Trump acusou os juízes de serem indevidamente influenciados por "interesses estrangeiros", uma acusação grave que lança dúvidas sobre a imparcialidade da mais alta corte da nação. Além disso, ele criticou a corte por não ter divulgado uma decisão antes e rejeitou explicitamente qualquer noção de colaboração com o Congresso para abordar as implicações da decisão, sinalizando uma preferência contínua pela ação executiva unilateral.

Olhando para o futuro, Trump indicou que o governo não abandonaria sua busca por tarifas. Ele revelou intenções de utilizar "outra seção da lei comercial" para impor imediatamente uma tarifa de 10% sobre países de todo o mundo. Especificamente, ele se referiu à autoridade da Seção 122, embora seja importante notar que essa autoridade em particular é tipicamente temporária e projetada para situações de emergência, levantando questões sobre sua aplicabilidade a longo prazo e sua sustentabilidade legal neste contexto. Ele articulou sua filosofia comercial afirmando: "Países que nos trataram mal terão que pagar um preço por nos tratar mal, e países que foram bons para nós serão tratados muito bem." Isso reitera sua abordagem transacional às relações internacionais, onde os benefícios comerciais estão explicitamente ligados à conduta diplomática percebida.

O contexto em torno desta decisão é crucial. Ao longo de sua presidência e além, Trump tem consistentemente argumentado que a economia dos EUA enfrentaria sérias dificuldades se suas políticas tarifárias fossem restringidas ou eliminadas pela Suprema Corte. Em outubro, refletindo sobre o resultado potencial, ele havia comentado: "Vou ter que descobrir algo. Nem quero pensar nisso, estamos indo tão bem", acrescentando mais tarde que, se as tarifas fossem retiradas, "então eles teriam tirado nossa segurança nacional." Isso destaca a relação profundamente interligada que ele percebe entre protecionismo econômico e segurança nacional, uma visão que frequentemente colide com a teoria econômica convencional e as normas comerciais internacionais. A declaração da Suprema Corte de que as tarifas globais de Trump são ilegais tem profundas implicações, não apenas para futuras administrações presidenciais e suas políticas comerciais, mas também para os limites constitucionais do poder executivo. Esta decisão consolida o papel do judiciário na delimitação das fronteiras da autoridade presidencial, particularmente quando tais ações incidem em estruturas legais estabelecidas para o comércio internacional.

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