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Monday, 23 February 2026
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Um Bom Dia para o Estado de Direito? Bernstein Alerta sobre a Substituição de Tarifas pelo Presidente

Consultor econômico destaca preocupações sobre o poder execu

Um Bom Dia para o Estado de Direito? Bernstein Alerta sobre a Substituição de Tarifas pelo Presidente
7DAYES
10 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Um Bom Dia para o Estado de Direito? Ações Presidenciais sobre Tarifas Geram Preocupações

A frase "um bom dia para o estado de direito" adquire um tom complexo e talvez irônico ao considerar as recentes discussões sobre política comercial e autoridade executiva. O consultor econômico Jared Bernstein expressou preocupações significativas de que a capacidade do presidente de substituir rapidamente as tarifas que foram derrubadas possa minar a supervisão do poder legislativo. Este movimento potencial levanta questões críticas sobre o equilíbrio de poder entre os ramos executivo e legislativo, particularmente no domínio do comércio internacional e da política econômica.

O cerne da questão gira em torno da capacidade do ramo executivo de impor ou modificar tarifas comerciais, um poder tradicionalmente sujeito à revisão do Congresso. Quando tarifas específicas são invalidadas, seja por decisão judicial ou ação legislativa, o procedimento esperado muitas vezes envolve um período de deliberação, possíveis recursos ou a introdução de novas medidas que são então submetidas a escrutínio. No entanto, o aviso de Bernstein sugere um cenário em que a administração pode contornar esse processo deliberativo, reinstaurando rapidamente tarifas semelhantes sob um pretexto ou justificativa diferente. Isso poderia efetivamente privar o Congresso da oportunidade de debater, alterar ou rejeitar essas medidas econômicas, minando assim um controle crucial sobre o poder executivo.

As tarifas não são meros instrumentos de geração de receita; são poderosos instrumentos de política econômica com consequências de longo alcance. Elas impactam indústrias domésticas, preços ao consumidor, relações comerciais internacionais e dinâmicas geopolíticas. A Constituição dos Estados Unidos concede ao Congresso o poder de "regular o Comércio com as nações estrangeiras", ressaltando o papel central do ramo legislativo na formação da política comercial. Permitir que o executivo implemente repetidamente regimes tarifários que são rapidamente anulados, apenas para substituí-los instantaneamente, pode tornar essa autoridade constitucional em grande parte simbólica.

As observações cautelosas de Bernstein destacam a tensão entre a eficiência da ação executiva e a natureza deliberada e inclusiva dos processos legislativos que são fundamentais para o estado de direito. O estado de direito, em sua essência, exige transparência, responsabilidade e previsibilidade. Quando ações executivas podem rapidamente ultrapassar ou contornar procedimentos legais e legislativos estabelecidos, isso pode levar a um ambiente de incerteza e a uma tomada de decisão potencialmente arbitrária. Isso pode ser prejudicial para empresas que dependem de políticas comerciais estáveis para investimento e planejamento, e também pode tensionar as relações com parceiros comerciais internacionais que podem questionar a confiabilidade dos compromissos comerciais dos EUA.

A implicação é que, se o presidente puder facilmente reimpor tarifas que haviam sido previamente anuladas, a eficácia dos controles judiciais ou legislativos sobre o poder executivo é significativamente diminuída. Isso aumenta as apostas para futuras disputas comerciais e decisões políticas. Isso incentiva um exame mais aprofundado dos mecanismos legais e constitucionais disponíveis para garantir que a política comercial permaneça uma responsabilidade compartilhada, em vez de uma prerrogativa presidencial descontrolada. A capacidade de "substituir" tarifas derrubadas pode ser interpretada como uma manobra destinada a manter o status quo das medidas protecionistas sem passar pelo rigoroso debate e pela construção de consenso geralmente esperados em um sistema democrático.

Além disso, as consequências econômicas de mudanças políticas tão rápidas podem ser substanciais. As empresas podem enfrentar interrupções repentinas em suas cadeias de suprimentos, aumento de custos e condições de mercado flutuantes. Essa instabilidade pode dificultar o crescimento econômico e o investimento. O argumento para uma forte supervisão do Congresso é particularmente forte neste contexto, pois espera-se que os legisladores representem uma gama mais ampla de interesses econômicos e considerem as implicações de longo prazo das políticas comerciais, em vez de ganhos políticos de curto prazo.

A situação destaca o debate contínuo sobre o escopo do poder presidencial em assuntos de política externa e econômica. Embora os presidentes recebam autoridade significativa para agir decisivamente, especialmente em questões de segurança nacional e relações internacionais, essa autoridade é teoricamente limitada por princípios constitucionais e controles legislativos. A declaração de Bernstein serve como um lembrete de que a vigilância é necessária para garantir que esses limites sejam respeitados e que o estado de direito, que sustenta a estabilidade e a legitimidade do sistema governamental, seja mantido. A questão permanece se a administração acatará essas preocupações ou continuará em um caminho que prioriza a ação executiva rápida sobre a deliberação legislativa e legal aprofundada.

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