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Friday, 13 February 2026
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Julgamento YPF Nova York: Argentina Pede Suspensão de Entrega de Dados

Julgamento YPF Nova York: Argentina Pede Suspensão de Entrega de Dados
Ekhbary Editor
2 weeks ago
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Argentina - Agência de Notícias

O governo argentino solicitou formalmente a suspensão da entrega de chats e e-mails de funcionários e ex-funcionários no âmbito do Julgamento YPF Nova York. A decisão judicial dos Estados Unidos, que também incluiu um pedido para declarar a Argentina em desacato, foi contestada veementemente pela Procuração do Tesouro da Nação nesta semana. Esta ação ocorre enquanto se aguarda a confirmação de uma sentença que condena o país a pagar US$ 16,1 bilhões, acrescidos de juros desde setembro de 2023.

A Procuração do Tesouro apresentou um pedido formal de suspensão (stay) do processo de descoberta de material (discovery), que havia sido ordenado pela juíza Loretta Preska, do Tribunal Distrital do Sul de Nova York. O pedido visava acessar e-mails e mensagens de WhatsApp de funcionários do governo atual, incluindo Luis Caputo, e membros da equipe anterior de Sergio Massa.

Para o governo argentino, "o assédio sistemático contra um Estado soberano e aliado dos Estados Unidos, por meio de pedidos de descoberta intrusivos e desproporcionais, afeta diretamente a soberania argentina e as relações internacionais". Fontes ligadas à Procuração alertaram que os demandantes "escalaram suas exigências para pedidos cada vez mais juridicamente inaceitáveis, invasivos, custosos e completamente alheios ao objeto do processo".

O Pedido de Desacato no Julgamento YPF Nova York

Um dos pontos centrais da disputa é a "injustificada moção de desacato" apresentada por Burford Capital, principal financiador dos fundos demandantes. Além disso, os demandantes solicitaram informações sobre a localização das reservas de ouro do Banco Central da República Argentina. As autoridades argentinas esclareceram que:

  • As reservas de ouro são propriedade do Banco Central.
  • Esses ativos são protegidos por imunidade de execução, ou seja, são inexecutáveis.
  • Qualquer solicitação de informação sobre elas é considerada manifestamente improcedente.

Em meados de janeiro, a Burford Capital havia pedido à juíza Loretta Preska que declarasse a Argentina em desacato, o que poderia acarretar sérios prejuízos econômicos para o país, incluindo embargos e sanções. No entanto, o pronunciamento judicial sobre essa questão não será imediato. Os demandantes terão até 5 de março para apresentar uma contraréplica, e a decisão final da juíza sobre o desacato está prevista para as audiências agendadas para 23 e 24 de março.

Desde a posse do atual governo, em dezembro de 2023, a Argentina afirma ter seguido integralmente o processo de descoberta e cumprido todas as obrigações impostas pelo tribunal. "O Estado realizou um esforço extraordinário para entregar toda a informação razoavelmente relevante, com um volume de produção sem precedentes", destacou a Procuração.

Contudo, o governo agora argumenta que o processo de descoberta "foi desnaturalizado e transformado em uma ferramenta de assédio, destinada a dificultar o funcionamento normal do Estado". As fontes adicionaram que os demandantes "manifestaram explicitamente seu objetivo de ‘colocar areia nas engrenagens’ da recuperação econômica da Argentina", comportamento que qualificaram como "inaceitável jurídica e moralmente".

A República Argentina reafirmou que "continuará exercendo todas as ferramentas legais ao seu alcance, em todas as instâncias judiciais disponíveis, para proteger sua soberania, defender o Estado de Direito e frear pedidos ilegítimos que violam suas leis, sua Constituição e os princípios básicos do direito internacional". A nação permanece firme em sua posição de combater o que considera ser uma escalada indevida no processo judicial.

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