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CEO do Banco Montepio: apoios a fundo perdido devem estar “em cima da mesa”
Na sequência dos danos significativos causados por severas condições meteorológicas, Pedro Leitão, CEO do Banco Montepio, sublinhou a importância de manter aberta a opção de ajuda não reembolsável, comummente referida como subsídios, como uma possibilidade viável para os esforços de recuperação. Embora Leitão se mostre confiante de que a maioria dos casos de danos resultantes das condições meteorológicas adversas possa ser tratada com as medidas já anunciadas e as que estão em preparação, ele acredita firmemente que a possibilidade de oferecer subsídios diretos não deve ser descartada.
Em entrevista ao "Negócios" e "Antena 1", Leitão destacou que o Plano de Recuperação e Resiliência português (PRR), delineado por Luís Montenegro, deverá incluir mecanismos de apoio adicionais. Com base nos dados disponíveis, observou que os casos de destruição mais graves provavelmente constituirão uma minoria do impacto geral. Questionado sobre a adequação das linhas de crédito anunciadas para empresas que enfrentam devastação, Leitão reiterou que tais cenários extremos seriam excecionais. "Cada caso é único. Para devastações extremas, existem instrumentos, subsídios, e o Banco Português de Fomento (BPF) dispõe de mecanismos de apoio que podem ser considerados. Acredito que esta não será a tendência predominante. Um caso de devastação é incrivelmente complexo para empresários e famílias, mas não parece ser o cenário comum", afirmou o banqueiro.
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No entanto, Leitão sustenta que a perspetiva de ajuda direta não deve ser excluída das discussões em curso. "Penso que é importante que esteja em cima da mesa e que estas opções existam. É crucial que tenham critérios de elegibilidade concretos, que sejam facilmente traduzíveis em realidade, servindo como instrumento complementar. Estou convicto, com os dados que tenho, de que esta não constituirá a maior parte do apoio necessário para a recuperação", acrescentou.
No que diz respeito ao que considera um apoio "normal e desejável", o CEO do banco enfatizou o papel do setor bancário como "veículo de transmissão para a economia". Reconheceu a iniciativa do governo para envolver as instituições financeiras na resposta aos impactos relacionados com o clima, notando a rapidez da resposta. "Há também uma resposta abrangente e rápida por parte do Banco Português de Fomento (BPF), que disponibilizou um conjunto de linhas de crédito. Paralelamente, um grupo de instituições, incluindo nós, forneceu apoio imediato a clientes e colaboradores", mencionou Leitão, com a entrevista completa a ser publicada na segunda-feira.
Atualmente, Leitão observa que a procura é forte, mas está mais focada na procura de informação do que na contratação efetiva de crédito das duas linhas lançadas pelo BPF – uma destinada a satisfazer necessidades imediatas de tesouraria e outra para reconstrução. "Nesta fase, o fluxo é pequeno. Há muita procura de informação, tanto em relação às linhas apoiadas pelo BPF como às moratórias de pagamento. No entanto, a implementação real ainda é limitada. Uma ampla rede de apoio está a começar a ser ativada", afirmou. Leitão também elogiou a agilidade do BPF neste processo. "Do lado do BPF há uma transformação evidente e um nível de serviço visivelmente melhorado. Do lado do Banco Montepio também houve proatividade, o que nos permitiu alcançar uma presença no mercado empresarial consideravelmente maior do que a nossa quota natural", concluiu.
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No que diz respeito às moratórias de pagamento de hipotecas, Pedro Leitão apontou que o stock total de hipotecas no sistema bancário nacional é de aproximadamente 100 mil milhões de euros, com as áreas afetadas a poderem representar 10% a 15% desse valor. Ele alertou, no entanto, que "nem todas as casas foram afetadas".