ئێخباری
Friday, 13 February 2026
Breaking

A saída do Barcelona da Superliga encerra trégua incômoda com o Real Madrid

A retirada dos catalães isola os Blancos, levantando questõe

A saída do Barcelona da Superliga encerra trégua incômoda com o Real Madrid
Matrix Bot
5 days ago
28

[Country/Region] - Agência de Notícias Ekhbary

A saída do Barcelona da Superliga encerra trégua incômoda com o Real Madrid

Em um desenvolvimento crucial que reverbera por todo o panorama do futebol europeu, o FC Barcelona, um dos clubes mais laureados da Espanha, confirmou oficialmente sua saída do problemático projeto da Superliga Europeia (ESL) no último sábado. Este anúncio encerra anos de especulação e deixa o arquirrival Real Madrid praticamente isolado em sua prolongada batalha para lançar a controversa competição separatista. Longe de ser uma mera formalidade administrativa, a decisão do Barcelona representa uma profunda mudança estratégica, realinhando alianças e pondo fim de forma decisiva a uma trégua incômoda entre dois dos adversários mais fervorosos do futebol, Barcelona e Real Madrid.

A gênese da Superliga remonta a quase cinco anos, quando uma dúzia dos maiores clubes da Europa se uniu para anunciar sua intenção de formar uma competição independente da UEFA. No entanto, o empreendimento, como é sabido, desmoronou quase imediatamente após seu lançamento em abril de 2021, encontrando uma resistência feroz de fãs, federações nacionais e até mesmo governos. Dos 12 clubes fundadores — seis da Premier League, três da LaLiga e três da Serie A — apenas Real Madrid e Barcelona permaneceram os últimos grandes defensores, agarrados à esperança de reviver o projeto. Agora, com a saída do Barcelona, o Real Madrid encontra-se em um isolamento sem precedentes.

O momento da retirada do Barcelona é particularmente intrigante, pois ocorre após uma série de vitórias legais que pareciam fortalecer os proponentes da Superliga. Em dezembro de 2023, o Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) proferiu uma decisão histórica, constatando que as regras anteriores da UEFA sobre competições separatistas constituíam um monopólio ilegal. Subsequentemente, em maio de 2024, um tribunal de Madrid ecoou este veredicto, concordando que os órgãos reguladores do futebol haviam abusado de sua posição dominante ao ameaçar sanções contra clubes que aderissem à ESL. Esses pronunciamentos judiciais deram um impulso significativo à A22 Sports Management, a promotora da Superliga, que revelou um novo modelo mais amigável às relações públicas, enfatizando a inclusão, a meritocracia e a transmissão gratuita através de um serviço financiado por anúncios chamado 'Unify'.

Apesar desses ventos jurídicos favoráveis, o Barcelona parece ter concluído que os desafios práticos e políticos do lançamento da Superliga superam seus potenciais benefícios. O clube pode ter reconhecido que o crescente isolamento, a pressão pública sustentada, os custos legais contínuos e a necessidade de uma significativa reabilitação de sua reputação tornavam a busca do projeto insustentável. Além disso, a retirada pode ser parte de uma estratégia mais ampla para restabelecer relações com a UEFA e a LaLiga, ambas entidades cruciais para a estabilidade financeira e as aspirações esportivas do clube. Este movimento permite que o Barcelona se concentre em suas prioridades imediatas, incluindo a recuperação financeira e o desempenho competitivo, sem o ônus adicional de uma batalha existencial contra a ordem estabelecida do futebol.

Para o Real Madrid, liderado pelo presidente Florentino Pérez, um dos mais vocais proponentes da ESL e um crítico franco da UEFA, a situação agora parece consideravelmente mais desafiadora. Há apenas três meses, Pérez expressou uma convicção inabalável na vitória final do projeto, afirmando que o Real Madrid possuía a força institucional e a riqueza únicas para travar esta batalha. Ele destacou o direito de criar competições independentes e o potencial de reivindicar milhões de euros em danos da UEFA. No entanto, a saída do Barcelona deixa o Real Madrid com um desafio formidável: tentar lançar uma nova competição como praticamente o único membro oficial, diminuindo significativamente a credibilidade e o apelo comercial do projeto. A visão de uma competição de elite pan-europeia agora repousa quase inteiramente nos ombros de um único clube, uma posição precária dada a força coletiva da governança tradicional do futebol.

A relação entre Barcelona e Real Madrid, que havia experimentado uma convergência incomum em torno do projeto da Superliga, é provável que agora retorne à sua feroz e tradicional rivalidade. Por vários anos, os dois titãs se encontraram em uma improvável aliança contra a UEFA, uma rara frente comum para clubes que historicamente não concordam em quase nada. Com a partida do Barcelona, esta postura unificada se dissipa, e seu relacionamento deve retornar a uma intensa competição tanto dentro quanto fora do campo, com pontos de vista claramente divergentes sobre o futuro da governança do futebol europeu. Esta mudança não afeta apenas a dinâmica de poder entre os clubes, mas também lança uma longa sombra sobre o futuro do futebol europeu como um todo, levantando questões fundamentais sobre a viabilidade última de projetos separatistas diante da oposição coletiva de fãs e instituições esportivas estabelecidas.

Palavras-chave: # Superliga Europeia # Barcelona # Real Madrid # UEFA # futebol europeu # Florentino Pérez # LaLiga # TJUE # A22 Sports Management