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Terror em Tenerife: Pai mata filho de 10 anos com facão, fere policiais e vizinhos
Um incidente chocante nas Ilhas Canárias causou ondas de terror no destino turístico de Tenerife. Um pai matou brutalmente seu filho de 10 anos com um facão e, em seguida, lançou um ataque violento contra a polícia e os moradores. O agressor, identificado pela mídia local como Juan Manuel Alonso Fumero, de 35 anos, foi morto a tiros por oficiais da Guarda Civil após um confronto angustiante.
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Almudena, a mãe do menino, supostamente lutou bravamente contra seu ex-marido em uma tentativa desesperada de salvar seu filho. Ela sofreu ferimentos graves e com risco de vida durante a luta e está atualmente em estado crítico no Hospital Universitário Nuestra Señora de La Candelaria. Os médicos estão lutando para salvar sua vida.
Três vizinhos ouviram os gritos e correram para o local para ajudar Almudena e seu filho. No entanto, foram implacavelmente perseguidos pelo agressor armado. Testemunhas descreveram cenas de terror inimaginável, com um deles declarando: "Era o diabo em ação em um filme de terror!".
Fernando, um vizinho residente em Cabo Blanco, relatou os momentos angustiantes. Ele ouviu gritos e encontrou a casa coberta de sangue, mas a entrada estava bloqueada por uma grade externa. Outro vizinho descreveu a cena como caótica e profundamente perturbadora: "O que vimos foi horrível, não há palavras, nunca esquecerei em minha vida.".
O grupo de vizinhos conseguiu arrombar a propriedade e confrontar o agressor, que empunhava o grande facão. À medida que a situação escalava, policiais chegaram ao local. De acordo com testemunhas, eles foram forçados a atirar em Fumero várias vezes depois que ele continuou seu comportamento agressivo contra eles e os residentes.
Fernando detalhou a bravura dos vizinhos: "Com a ajuda de um amigo e meu irmão, conseguimos arrombar a porta... Acho que isso salvou a vida da mulher." Ele contou como o pai então se virou contra eles, forçando-os a fugir. "Ele me agarrou... e me bateu no dedo com um facão... os policiais estavam chegando... eles se viraram e atiraram nele várias vezes. Se não fosse por isso, o desastre teria sido muito maior", acrescentou, destacando a intervenção crucial das forças de segurança.
Dentro da propriedade, as autoridades descobriram o menino com uma "ferida muito grave na cabeça". Sua mãe, Almudena, foi encontrada em um "estado tremendo e assustador" com graves ferimentos nos membros. Ela perdeu uma quantidade significativa de sangue e foi levada às pressas para o hospital para cirurgia de emergência.
As autoridades confirmaram que o pai, Fumero, não tinha antecedentes criminais conhecidos nem queixas anteriores contra ele. A polícia relatou que ele atacou os policiais em estado de extrema agitação, ferindo um oficial no braço. A ferida ocorreu quando a lâmina do facão atingiu a borda do colete à prova de balas do oficial, exigindo uma cirurgia menor.
A Guarda Civil iniciou uma investigação completa sobre o incidente, incluindo a possibilidade de drogas terem desempenhado um papel nas ações do pai. Fontes próximas à investigação descreveram a cena como de "extrema dureza" e afirmaram que os ataques foram "especialmente chocantes" devido à sua brutalidade e à vulnerabilidade das vítimas.
Os moradores de Cabo Blanco foram profundamente afetados por esta tragédia. Vizinhos que falaram com o Diario de Avisos expressaram sua angústia, muitos afirmando ter tido dificuldade em dormir desde o ocorrido. Vários descreveram o comportamento do agressor como "como se estivesse possuído", e acreditam que mais vidas teriam sido perdidas se a polícia não tivesse intervindo com força letal.
Em um gesto de solidariedade e condenação, as principais instituições das Canárias observaram um minuto de silêncio em homenagem à jovem vítima e para denunciar o terrível crime. O conselho de Arona, município onde a família residia, decretou dois dias de luto oficial como sinal de dor, respeito e solidariedade. Um minuto de silêncio também foi observado na praça principal de Arona.
Fernando Clavijo, Presidente das Ilhas Canárias, descreveu o incidente como "absolutamente horrível e dramático". Fátima Lemes, prefeita de Arona, enfatizou o "firme compromisso do município" em proteger as crianças e garantir sua segurança.