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Tuesday, 17 February 2026
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Cerca de 200.000 pessoas protestam em Munique contra o regime iraniano; filho do último Shah pede ajuda a Trump

A manifestação em massa na Alemanha coincide com a Conferênc

Cerca de 200.000 pessoas protestam em Munique contra o regime iraniano; filho do último Shah pede ajuda a Trump
7DAYES
9 hours ago
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Alemanha - Agência de Notícias Ekhbary

Munique: Mais de 200.000 pessoas protestam contra o regime iraniano

No sábado, cerca de 200.000 pessoas reuniram-se em Munique, Alemanha, numa massiva manifestação contra o regime iraniano, segundo as estimativas da polícia local. O protesto ocorreu em simultâneo com a Conferência de Segurança de Munique, um importante fórum internacional que congrega líderes mundiais e especialistas em segurança.

Os manifestantes expressaram a sua forte oposição à República Islâmica, clamando pela sua deposição. Esta mobilização acontece na sequência de um período de intensa repressão governamental contra os protestos que ocorreram no Irão nos últimos meses. Embora as estimativas iniciais da polícia apontassem para cerca de 80.000 participantes, o número final superou significativamente as expectativas, sublinhando a profundidade da indignação popular e da oposição ao atual governo iraniano.

Entre as figuras proeminentes presentes em Munique durante este período estava Reza Pahlavi, filho do último monarca do Irão. Em declarações feitas à margem da Conferência de Segurança, Pahlavi dirigiu um apelo direto ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, solicitando ajuda americana para o povo iraniano, a quem descreveu como vítima de severa repressão. Este apelo reflete a esperança de muitos membros da diáspora iraniana e da oposição de obter maior apoio internacional na sua busca por mudança política.

Numerosos manifestantes ostentavam a antiga bandeira do Irão, utilizada durante a monarquia até 1979, que inclui o emblema do leão e do sol. Esta bandeira é frequentemente utilizada por aqueles que anseiam pela era pré-revolucionária e contrasta marcadamente com os símbolos da atual República Islâmica.

Os protestos em Munique ecoam as recentes turbulências que abalaram o Irão. Em dezembro e janeiro, eclodiram protestos em larga escala, inicialmente desencadeados por queixas económicas, como o aumento do custo de vida. No entanto, estes protestos evoluíram rapidamente para o desafio mais significativo ao establishment clerical em anos, com organizações de direitos humanos no estrangeiro a relatarem milhares de vítimas.

No plano internacional, os Estados Unidos mantêm uma política complexa em relação ao Irão. Embora mantenham os canais diplomáticos abertos, Washington também reforçou a sua presença militar na região. O Presidente Trump enviou um segundo porta-aviões para a zona, acompanhado por uma frota de navios de guerra, juntando-se a um grupo de porta-aviões já presente. Esta demonstração de força militar é vista como uma medida de pressão significativa no meio das contínuas tensões geopolíticas.

Os eventos em Munique servem como uma poderosa representação visual das lutas internas no Irão e dos esforços da oposição no exílio para mobilizar o apoio global. A Conferência de Segurança de Munique oferece uma plataforma crucial para discutir questões urgentes de segurança global, incluindo a situação no Irão, que continua a ser um foco de preocupação para muitos observadores e decisores políticos internacionais.

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