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Monday, 23 February 2026
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Bruno explica sua ida para a Blue Origin para trabalhar em projetos 'urgentes' de segurança nacional

Ex-CEO da ULA cita a necessidade de operações espaciais dinâ

Bruno explica sua ida para a Blue Origin para trabalhar em projetos 'urgentes' de segurança nacional
7DAYES
1 day ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Bruno explica sua ida para a Blue Origin para trabalhar em projetos 'urgentes' de segurança nacional

WASHINGTON — Tory Bruno, o ex-CEO da United Launch Alliance (ULA), detalhou as razões estratégicas por trás de sua significativa mudança de carreira para a Blue Origin, focando em seu compromisso de enfrentar desafios prementes de segurança nacional no espaço. Bruno afirmou que sua decisão foi fortemente influenciada pela oportunidade de trabalhar em projetos críticos de segurança nacional, incluindo o desenvolvimento e a aplicação das inovadoras naves espaciais Blue Ring da Blue Origin.

A saída de Bruno da ULA em dezembro causou repercussões na indústria aeroespacial, dada sua longa permanência e liderança na empresa. Sua posterior nomeação como presidente do recém-formado grupo de segurança nacional da Blue Origin destacou o pivô estratégico da empresa em direção a contratos governamentais de alto risco. Embora Bruno fosse conhecido por seu engajamento ativo nas mídias sociais durante seu tempo na ULA, ele permaneceu notavelmente reservado sobre sua nova função até um webinar recente organizado pela National Space Society em 19 de fevereiro.

Durante o webinar, Bruno detalhou os fatores que levaram à sua decisão. Ele expressou confiança na trajetória atual da ULA, particularmente com o status operacional do foguete Vulcan e seu robusto roteiro de desenvolvimento tecnológico. Essa estabilidade percebida na ULA, explicou ele, permitiu-lhe dedicar-se a outras preocupações profissionais de longa data. "A ULA tem o Vulcan em serviço", declarou Bruno, "Eles têm um roteiro de melhoria tecnológica excelente e robusto pela frente." Isso permitiu que ele reorientasse seu foco para o que descreveu como "outras coisas com as quais me preocupei quase todo o tempo em que estive lá: o problema da defesa antimísseis e as operações espaciais dinâmicas".

Um tema central da discussão de Bruno foi a importância primordial das "operações espaciais dinâmicas". Este termo, prevalente na comunidade de segurança nacional espacial, refere-se à capacidade dos satélites de manobrar ativamente em órbita para realizar tarefas de missão, evadir ameaças ou se reposicionar conforme necessário. Bruno destacou a urgência dessa capacidade, afirmando: "Sinto que é uma necessidade urgente. Estamos aquém da necessidade atual."

Ele apontou para as crescentes capacidades de potenciais adversários, citando especificamente a crescente capacidade da China de "colocar ameaças em órbita", como um catalisador principal para a demanda por ativos espaciais mais ágeis e responsivos. "Este ambiente está piorando e temos que nos recuperar rapidamente", alertou Bruno. "Por muito tempo, estive muito preocupado com essa missão em particular e queria fazer algo a respeito. Esta é uma das razões pelas quais vim para a Blue Origin quando senti que estava livre para seguir um caminho diferente."

Bruno destacou a nave espacial Blue Ring como a pedra angular de seu novo portfólio. Descrita como um ônibus espacial altamente manobrável, a Blue Ring está sendo desenvolvida pela Blue Origin tanto para aplicações civis quanto de segurança nacional. Notavelmente, uma missão utilizando a Blue Ring, apoiada por um contrato da Defense Innovation Unit (DIU), está programada para lançamento ainda este ano. Bruno enfatizou o significativo "delta-v" da nave espacial – uma medida de sua capacidade de mudar de velocidade – que lhe permite realizar complexas manobras orbitais. "Tem uma quantidade enorme de delta-v", disse ele. "Uma vez que chega à sua órbita de destino, ela pode manobrar para longe dessa órbita, acima dela, abaixo dela."

Além de sua manobrabilidade, Bruno detalhou outras características avançadas da Blue Ring, incluindo seus sistemas de energia, capacidades de comunicação e potencial de computação de ponta. Ele revelou planos para integrar inteligência artificial (IA) na nave espacial para aumentar sua autonomia, permitindo que opere de forma mais independente em órbita. Além disso, a IA será integrada aos sistemas de controle terrestre para ajudar os operadores a gerenciar anomalias e responder eficazmente a ameaças. "Vou colocar inteligência artificial na nave espacial para que ela tenha um alto grau de autonomia também quando estiver em órbita", explicou, acrescentando que os centros de controle terrestre também aproveitarão a IA. "É um tipo de nave espacial totalmente diferente, e estou muito animado por tê-la em meu portfólio", concluiu Bruno.

Bruno também aproveitou a oportunidade para redefinir a identidade da Blue Origin além de suas bem conhecidas capacidades de veículos de lançamento. Ele argumentou que a empresa é uma empresa espacial "de serviço completo", citando projetos como a Blue Ring e os módulos de pouso lunar Blue Moon como prova de seu amplo escopo tecnológico e ambição. "A Blue é uma empresa muito ambiciosa e de rápido movimento em todo o espectro", afirmou. "Em breve, seremos uma das empresas espaciais dominantes e fundamentais." Essa visão posiciona a Blue Origin como um ator-chave na formação do futuro da exploração espacial e da segurança nacional.

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