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Saturday, 14 February 2026
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Trump exorta Zelensky a 'agir' em direção a um acordo com a Rússia, enquanto Macron pede à Europa que reforce sua defesa

Novas conversações em Genebra, ceticismo dos EUA sobre a dis

Trump exorta Zelensky a 'agir' em direção a um acordo com a Rússia, enquanto Macron pede à Europa que reforce sua defesa
7dayes
14 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Trump pressiona Zelensky para um acordo com a Rússia antes das negociações de Genebra

O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, instando-o a 'agir' para alcançar um acordo de paz com a Rússia. Trump afirmou que a Rússia 'quer fechar um acordo' e que Zelensky deveria 'agir' para não perder uma 'oportunidade muito boa'. Essas declarações foram feitas por Trump à imprensa na Casa Branca, poucos dias antes da esperada nova rodada de negociações trilaterais entre Ucrânia, Rússia e Estados Unidos em Genebra, nos dias 17 e 18 de fevereiro.

No entanto, os comentários do ex-presidente parecem divergir das posições oficiais de alguns representantes americanos. Matthew Whitaker, o representante dos Estados Unidos na OTAN, expressou ceticismo sobre a vontade da Rússia de se engajar em negociações de paz significativas. "Eu simplesmente não estou convencido de que os russos estejam prontos para fazer um acordo, ou que algum dia estarão", declarou Whitaker durante um painel na Conferência de Segurança de Munique. Um alto embaixador dos EUA na OTAN também sugeriu que, embora a Ucrânia possa estar aberta a um acordo "razoável" e "justo" dadas as circunstâncias, a posição da Rússia permanece incerta. Essa discrepância entre as afirmações de Trump e a linha diplomática oficial levanta questões sobre a estratégia dos EUA.

Macron pede à Europa que defina sua estratégia e reforce sua defesa

O presidente francês, Emmanuel Macron, em seu discurso na Conferência de Segurança de Munique, enfatizou a necessidade de a Europa definir suas "regras de coexistência" com a Rússia assim que um acordo de paz for alcançado para encerrar a guerra na Ucrânia, a fim de "limitar o risco de escalada". Macron instou os países europeus a empreenderem este trabalho crucial, guiados por "seu próprio pensamento e seus próprios interesses", e propôs o início de consultas entre os líderes europeus sobre este tema vital. Ele também destacou que, para estarem em uma "posição de força" em futuras conversações com a Rússia, as nações europeias devem "desenvolver ativamente" sua "caixa de ferramentas" de defesa, particularmente em relação a sistemas de "ataque de precisão" de longo alcance.

O líder francês condenou veementemente o que chamou de "narrativas derrotistas" sobre a Ucrânia, afirmando que instar a Ucrânia a aceitar as condições russas seria um "erro estratégico". Ele reiterou a importância de "continuar a exercer pressão sobre a Rússia", observando que, apesar das conversações de paz, a Rússia continua a atacar civis e infraestruturas críticas.

Impacto na infraestrutura ucraniana e relações internacionais

No terreno, as consequências humanitárias da guerra continuam a ser sentidas. As autoridades ucranianas relataram que 315 escolas e creches em Kiev estão agora sem aquecimento após os ataques russos à rede de energia, afetando mais de 30% das instituições educacionais da cidade. Em resposta, as autoridades municipais estão unindo temporariamente as instalações para garantir que as crianças possam continuar a educação presencial. Cerca de 110.000 escolares haviam retomado as aulas no início de fevereiro após as férias escolares, alguns remotamente. Ataques recentes deixaram milhares de edifícios residenciais sem aquecimento.

Em outros desenvolvimentos internacionais, a agência estatal de notícias da Coreia do Norte, KCNA, informou que o líder Kim Jong Un prestou homenagem à "coragem incomparável e ao heroísmo em massa" dos soldados do Exército Popular da Coreia que lutam ao lado da Rússia na Ucrânia. Esta declaração ocorreu durante uma visita ao local de construção de um memorial dedicado às vítimas do conflito. Anteriormente, Kim havia prometido "apoio incondicional" às ações do presidente russo Vladimir Putin.

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, em uma reunião com seu homólogo ucraniano na Conferência de Munique, afirmou que "as relações China-Ucrânia devem permanecer no caminho certo" e que a China está disposta a fornecer "nova ajuda humanitária" à Ucrânia. O ministro das Relações Exteriores ucraniano, Dmytro Kuleba, descreveu a reunião como "frutífera e construtiva", reiterando o interesse da Ucrânia em contatos de alto nível com a China, incluindo uma possível reunião entre os presidentes Zelensky e Xi Jinping. As discussões também abordaram formas de desenvolver relações comerciais bilaterais mutuamente benéficas, e os dois ministros trocaram convites para visitar seus respectivos países. A China, que não condenou a invasão russa e mantém uma postura de neutralidade, pede constantemente conversações de paz, enquanto governos ocidentais e a Ucrânia acusam Pequim de fornecer apoio a Moscou.

Análise dos gastos militares russos

De acordo com uma análise da inteligência alemã (BND), citada pelo Ministério das Relações Exteriores francês, a Rússia está gastando significativamente mais em seu esforço de guerra do que admite publicamente. A análise indica que a Rússia destina quase metade de seu orçamento anual para seu exército, um valor muito superior às declarações oficiais.

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