Agência de Notícias Ekhbary | 15 de junho
Nova Iorque — A candidata equatoriana a secretária-geral da ONU, María Fernanda Espinosa, disse na segunda-feira que o organismo mundial continua a ser essencial, mas deve ser reduzido de forma responsável. Espinosa, ex-ministra dos Negócios Estrangeiros e da Defesa do Equador, está entre os seis candidatos para suceder António Guterres quando o seu mandato expirar no final do ano.
Desafios e otimismo
O sucessor de Guterres enfrentará a enorme tarefa de revitalizar uma organização em crise e com um estatuto em declínio. "Não tenho ilusões sobre as dificuldades que se avizinham, no entanto, permaneço otimista", disse Espinosa durante uma audiência sobre a sua candidatura. Tal como outros candidatos, ela prometeu continuar os esforços de reforma na ONU, acrescentando que a necessidade da organização formada no final da Segunda Guerra Mundial permanecia "inquestionável".
Leia também
- Aprovação de Trump sobe para 36% com alívio da angústia com os preços
- Netanyahu e Trump em rota de colisão com acordo EUA-Irão para travar guerra
- Governador da Califórnia alega que Departamento de Justiça de Trump o investiga e sua esposa
- Netanyahu: A guerra contra o Irã salvou Israel da ameaça de "aniquilação nuclear"
- Oito pessoas dadas como mortas em queda de bombardeiro B-52 na Califórnia
Restaurar a credibilidade
"Demasiadas vezes a ONU está ausente ou relegada para segundo plano. Demasiadas vezes é lenta, fragmentada e limitada... a ONU precisa de reconstruir a sua credibilidade e mostrar, não apenas dizer, que pode trazer mudanças reais", disse. "Podemos reduzir a ONU de forma responsável, ao mesmo tempo que fortalecemos a propriedade e a entrega nacionais, e restauramos a fé na ONU", acrescentou. Espinosa, ex-embaixadora equatoriana na ONU e que também presidiu a Assembleia Geral da ONU de 2018 a 2019, sugeriu que os governos nacionais poderiam assumir papéis mais importantes em áreas onde a ONU opera atualmente, sem fornecer detalhes.