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Monday, 23 February 2026
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Ações de Big Tech Desabam com Gastos Recordes em IA, Aumentando Temores de 'Bolha'

As ações das principais empresas de tecnologia dos EUA caíra

Ações de Big Tech Desabam com Gastos Recordes em IA, Aumentando Temores de 'Bolha'
7DAYES
4 hours ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Ações de Big Tech Desabam com Gastos Recordes em IA, Aumentando Temores de 'Bolha'

Os gigantes da tecnologia americana, incluindo Amazon, Microsoft, Alphabet (empresa-mãe do Google) e Meta Platforms, provocaram ondas de apreensão nos mercados financeiros globais com seu compromisso impressionante com a inteligência artificial (IA). Anúncios recentes revelam planos para investir coletivamente a cifra sem precedentes de US$ 660 bilhões em infraestrutura e desenvolvimento de IA até 2026. Este investimento colossal, embora sinalize um impulso agressivo para o futuro da tecnologia, acendeu simultaneamente profundas preocupações entre os investidores, que temem que tais gastos de capital massivos possam superar em muito o potencial de ganhos tangíveis da IA, exercendo uma pressão considerável sobre as avaliações das empresas.

A reação do mercado foi rápida e brutal. Apenas Amazon, Google e Microsoft perderam coletivamente cerca de US$ 900 bilhões em valor de mercado desde que relataram seus resultados trimestrais na semana passada. Essa dramática erosão de riqueza ressalta um crescente ceticismo entre os investidores em relação à lucratividade imediata e à sustentabilidade a longo prazo da atual euforia de investimentos em IA. Para colocar em perspectiva a escala desses gastos, é importante notar que os planos combinados de gastos de capital dessas empresas para IA superam o Produto Interno Bruto (PIB) total de nações como Israel e, ironicamente, ofuscaram o crescimento robusto observado em suas divisões de computação em nuvem estabelecidas e altamente lucrativas.

Analistas de mercado estão vocalizando preocupações crescentes sobre uma potencial 'bolha de IA'. Brent Thill, um proeminente analista da Jefferies, articulou esse sentimento ao Financial Times, afirmando: «Os medos da bolha de IA estão voltando. Os investidores estão em um mini-intervalo em torno da tecnologia, e nada do que as empresas dizem importa fundamentalmente.» Essa perspectiva sugere que o mercado pode estar entrando em uma fase de profunda introspecção, onde o fascínio dos futuros ganhos de IA é criticamente ponderado em relação ao desembolso financeiro imediato e ao incerto retorno sobre o investimento.

Aprofundando nos impactos específicos da empresa, as ações da Amazon caíram 7,8% nas negociações pré-mercado de sexta-feira, depois que a gigante do e-commerce e da nuvem divulgou que seus gastos de capital para 2026 chegariam a aproximadamente US$ 200 bilhões – um valor US$ 50 bilhões superior às expectativas do mercado. Embora as ações tenham se estabilizado posteriormente, o CEO Andy Jassy enfatizou a necessidade desses fundos para expandir projetos de IA, robótica, chips e satélites, sublinhando uma visão estratégica de longo prazo. A Alphabet, controladora do Google, anunciou a intenção de quase dobrar seus gastos de capital no próximo ano, com uma parte significativa alocada para iniciativas de nuvem e IA. Esse plano de gastos agressivo exerceu considerável pressão sobre suas ações, apesar de a empresa projetar mais de US$ 400 bilhões em receita para 2025, um número que destaca tanto sua vasta escala quanto os imensos custos associados às suas ambições de IA.

As ações da Microsoft também experimentaram uma queda significativa, caindo 18% após relatórios de gastos substanciais em data centers e a revelação de que 45% de sua colossal carteira de US$ 625 bilhões em futuros contratos de nuvem está intrinsecamente ligada à OpenAI, sua parceira estratégica de IA. A Meta Platforms, inicialmente impulsionada por um forte crescimento da publicidade impulsionada por IA, acabou sucumbindo à fraqueza mais ampla do setor de tecnologia, vendo suas ações diminuírem. Em contraste marcante, a Apple, que manteve uma postura relativamente conservadora nos gastos com infraestrutura de IA, viu suas ações ganharem 7,5% após relatar uma receita trimestral recorde de US$ 144 bilhões, enquanto seus gastos de capital realmente diminuíram 17% no quarto trimestre para US$ 2,4 bilhões, apresentando uma estratégia divergente na corrida armamentista da IA.

Somando-se ao desconforto do mercado, houve a confirmação de que o tão esperado acordo de investimento e infraestrutura de US$ 100 bilhões da OpenAI com a Nvidia não se concretizou como inicialmente relatado. Esse desenvolvimento alimentou ainda mais as especulações sobre a estabilidade e a avaliação ambiciosa das empresas focadas em IA. Apesar desse revés, o aumento geral nos gastos com IA intensificou as sérias preocupações sobre uma potencial bolha financeira, lembrando a era das pontocom. A OpenAI, por sua vez, garantiu acordos de computação substanciais com players importantes como Nvidia, AMD e Oracle, avaliados coletivamente em mais de US$ 1 trilhão. A Nvidia, um facilitador chave do hardware de IA, sozinha concluiu mais de 100 negócios de risco relacionados à IA em 2024, indicando um profundo entrelaçamento dentro do ecossistema.

No entanto, os analistas estão soando o alarme, alertando que uma parte significativa desses fluxos de investimento permanece concentrada dentro de um pequeno grupo interconectado de empresas. Eles descrevem isso como uma forma de 'financiamento circular' – onde os investimentos circulam entre entidades intimamente ligadas, potencialmente inflando os valores de mercado muito além dos lucros reais e demonstráveis da indústria. Essa preocupação é ainda mais corroborada por uma pesquisa recente da PwC, que revelou que a maioria dos CEOs ainda não viu retornos financeiros tangíveis de seus investimentos em IA, com apenas 12% relatando tanto receitas mais altas quanto custos mais baixos atribuídos à IA. Essa desconexão entre o enorme desdobramento de capital e os resultados financeiros hesitantes ressalta a natureza especulativa do atual boom da IA e levanta questões críticas sobre sua viabilidade a longo prazo e o potencial de uma correção do mercado.

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