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Monday, 16 February 2026
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Rússia: Investigação Internacional Confirma Envenenamento de Navalny na Prisão com Toxina Rara

Cinco Nações, Incluindo a França, Acusam Moscou de Usar Toxi

Rússia: Investigação Internacional Confirma Envenenamento de Navalny na Prisão com Toxina Rara
7DAYES
19 hours ago
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Rússia - Agência de Notícias Ekhbary

Investigação Internacional Revela: Alexei Navalny Foi Envenenado em Prisão Russa com Toxina Rara

Em um desenvolvimento significativo que lança uma sombra sombria sobre os direitos humanos na Rússia, cinco nações europeias – o Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos – anunciaram conjuntamente os resultados de uma investigação que confirma que o proeminente opositor russo Alexei Navalny foi envenenado com uma "toxina rara" durante seu encarceramento. As acusações, dirigidas diretamente às autoridades russas, foram divulgadas na Conferência de Segurança de Munique, conferindo-lhes considerável peso diplomático e político.

De acordo com uma declaração conjunta dos cinco países, sua convicção é firme: Alexei Navalny foi "envenenado com uma toxina letal". O Foreign Office britânico explicou que "um trabalho persistente e colaborativo confirmou, através de análises laboratoriais, que a toxina mortal presente na pele dos sapos flecha do Equador (epibatidina) foi recuperada de amostras retiradas do corpo de Alexei Navalny". A declaração acrescentou que esta toxina "muito provavelmente causou sua morte", pondo fim à especulação sobre a verdadeira causa de seu trágico falecimento.

Estas conclusões fornecem uma sólida base científica para as afirmações feitas anteriormente pela viúva de Navalny, Yulia Navalnaya. Ela já havia declarado publicamente em setembro passado que seu marido havia sido envenenado. Falando na Conferência de Segurança de Munique, Navalnaya declarou que o "assassinato" de seu marido agora está "cientificamente comprovado", destacando a culpa de Moscou.

A Ministra das Relações Exteriores britânica, Yvette Cooper, declarou no comunicado de imprensa: "Somente o governo russo possuía os meios, o motivo e a oportunidade para usar essa toxina letal contra Alexei Navalny durante seu aprisionamento na Rússia". Ela acrescentou que o Reino Unido, "ao lado de sua viúva, lança luz sobre o bárbaro plano do Kremlin destinado a silenciar sua voz", uma clara referência à supressão da dissidência política na Rússia.

Em um importante movimento diplomático, Londres anunciou que relatará o envenenamento à Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ), considerando-o uma "violação flagrante" da convenção pela Rússia. O Reino Unido instou Moscou a "cessar imediatamente esta atividade perigosa", intensificando a pressão internacional sobre o Kremlin.

Alexei Navalny, de 47 anos na época de sua morte, era um carismático ativista anticorrupção e um firme opositor da invasão russa da Ucrânia, lançada em 2022. Ele morreu em circunstâncias pouco claras em uma colônia penal no Ártico enquanto cumpria uma pena de dezenove anos por acusações que ele qualificou de politicamente motivadas. Após sua morte, as autoridades russas inicialmente se recusaram a entregar seu corpo à família por vários dias, o que alimentou as suspeitas entre seus apoiadores, que acusaram o governo de assassinato e tentativa de encobrimento – acusações que o Kremlin negou veementemente.

Este incidente levanta sérias questões sobre as práticas do regime russo para com os opositores políticos e sublinha os perigos enfrentados por aqueles que ousam desafiar a autoridade. A revelação do uso de uma "toxina rara" adiciona uma nova dimensão a este caso já controverso, exigindo investigações mais aprofundadas e uma rigorosa responsabilização internacional para garantir que tais atos nunca se repitam.

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