Irã — Agência de Notícias Ekhbary
Novos testemunhos lançam luz sobre as execuções de presos políticos no Irã, ocorridas no contexto de conflitos internacionais. Babak Alipour, um estudante de direito de 34 anos que passou três anos em isolamento, narra em seus escritos e em um vídeo gravado secretamente as condições na prisão de Rajai Shahr em Karaj. Ele relata as histórias de seus companheiros de cela, como Behrouz Ehsani e Mehdi Hassani, que foram executados. Apesar da ameaça de execução, Alipour não demonstrou medo e expressou críticas ao regime, particularmente sobre a sucessão de Ali Khamenei. Sua família, incluindo sua mãe e irmãos, foi presa durante uma vigília em frente à prisão.
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Em 12 de março, Alipour gravou um vídeo curto criticando a ditadura dos Khamenei. Pouco depois, em 31 de março, ele foi executado junto com seu colega de cela Pouya Ghobadi na prisão de Ghezel Hesar. Ambos foram acusados de pertencer a uma rebelião armada e ao grupo Mujahedin do Povo do Irã (PMOI/MeK). Nas últimas semanas, pelo menos 16 pessoas, incluindo oito presos políticos e oito manifestantes, foram executadas. Após uma breve pausa durante a guerra entre os Estados Unidos e Israel iniciada em 28 de fevereiro, o número de execuções estatais foi retomado e aumentou após 18 de março. Relatos sugerem que o regime está intensificando sua brutalidade diante das crises internacionais, antecipando pouca resistência global. O caso de Reza Younesi, cujo pai e irmão também estão presos e cujo pai foi recentemente transferido para outra prisão, sublinha a contínua incerteza e a dureza do sistema judicial iraniano.