Brasil - Agência de Notícias Ekhbary
Alexandre Ramagem, o ex-diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e figura central em investigações sobre uma suposta tentativa de golpe de estado para manter Jair Bolsonaro no poder, foi liberado pela Imigração e Alfândega dos EUA (ICE). A agência confirmou a detenção de Ramagem na segunda-feira, mas não forneceu detalhes sobre os motivos. Ramagem, de 53 anos, não figura mais na lista de detidos da ICE, conforme verificado pela BBC News Brasil. Ele fugiu para os Estados Unidos em setembro de 2025, antes de ser preso pelas autoridades brasileiras, que o condenaram a 16 anos de prisão no contexto da tentativa de golpe após a derrota de Bolsonaro nas eleições de 2022. Eduardo Bolsonaro, filho do ex-presidente e residente nos EUA, confirmou a liberação de Ramagem, agradecendo a Donald Trump e Marco Rubio pela "sensibilidade" no caso de um "verdadeiro herói nacional".
O ex-espião, considerado um aliado próximo de Bolsonaro, havia solicitado refúgio nos EUA, um pedido que, segundo Eduardo Bolsonaro, deveria ser concedido na "terra da liberdade". A mídia brasileira noticiou que Ramagem foi solto na quarta-feira, após sua detenção em Orlando, Flórida. Ele é um dos sete co-conspiradores condenados junto com Bolsonaro. Ramagem também enfrenta investigações por suposto uso indevido de sua posição na Abin para espionar críticos de Bolsonaro, alegações que ele nega. O Supremo Tribunal Federal brasileiro solicitou sua extradição aos EUA em dezembro, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a necessidade de seu retorno ao Brasil para cumprir a pena. A defesa de Ramagem argumenta que ele é vítima de perseguição política.
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