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Friday, 03 April 2026
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‘Estou no meu ponto mais feliz’ – Como o Esqui Cross-Country Traz Paz a Johanna Persson Entre Lutas de Muay Thai

A lutadora sueca encontra consolo na neve, um forte contrast

‘Estou no meu ponto mais feliz’ – Como o Esqui Cross-Country Traz Paz a Johanna Persson Entre Lutas de Muay Thai
7DAYES
1 month ago
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Suécia - Agência de Notícias Ekhbary

‘Estou no meu ponto mais feliz’ – Como o Esqui Cross-Country Traz Paz a Johanna Persson Entre Lutas de Muay Thai

Enquanto os melhores atletas de inverno do mundo disputavam a glória nas Olimpíadas de Inverno de Milão Cortina 2026, a campeã mundial WBC de Muay Thai, Johanna Persson, não se viu apenas como espectadora, mas profundamente conectada ao espírito dos jogos através de sua própria paixão. Muito antes de ser conhecida por seus poderosos cotovelos e golpes estratégicos dentro dos limites do ringue de Muay Thai, Persson estava abrindo seu próprio caminho por trilhas de montanha nevadas. Este precioso passatempo, cujas raízes remontam a mais de duas décadas até uma cabana de infância aninhada nas montanhas suecas, agora serve como um santuário vital para a lutadora, oferecendo uma profunda sensação de calma longe do intenso mundo dos esportes de combate.

No entanto, o próximo combate de Persson no Estádio Lumpinee, em Bangkok, contra Selina “Teep Queen” Flores no ONE Fight Night 41: Rodrigues vs. Phetjeeja, que será transmitido ao vivo no horário nobre dos EUA na sexta-feira, 13 de março, será desprovido de neve. Enquanto se prepara para este confronto de Muay Thai peso átomo, Persson encontra seus momentos mais felizes longe do rugido da multidão e da pressão da competição. Esses momentos são encontrados na tranquila solidão da natureza, deslizando pela serena paisagem escandinava que muitos só sonham em ver em cartões postais. É precisamente nesses ambientes tranquilos que a lutadora se sente verdadeiramente em paz.

O esqui cross-country, explica ela, é seu favorito absoluto. Foi a disciplina que ela mais acompanhou de perto durante os Jogos Olímpicos de Inverno, testemunhando o notável sucesso de atletas suecas como Frida Karlsson e Ebba Andersson, cujas vitórias trouxeram imenso orgulho nacional. Para Persson, natural de Gävle, esse sentimento de orgulho nacional é profundamente enraizado, uma conexão forjada desde que ela era uma criança pequena o suficiente para mal alcançar os bastões de esqui. "Eu amo esquiar", afirma Persson. "Eu consideraria tanto o esqui cross-country quanto o snowboard como meus dois passatempos favoritos."

As origens deste profundo amor pelos esportes de inverno começaram quando ela tinha apenas quatro anos, muito antes de ela usar luvas de luta ou aprender os fundamentos do futebol. Sua infância foi marcada por viagens de fim de semana com seus pais e irmão mais velho para sua cabana na montanha. Foi lá que ela descobriu a liberdade simples e pura que vinha de estar cercada de neve. Descrevendo essas experiências formativas, a ex-desafiante ao título mundial feminino de Muay Thai peso átomo lembra com carinho como sendo "felicidade de infância".

"Eu comecei isso primeiro [antes do Muay Thai e até do futebol]", elabora Persson. "Tudo começou porque minha família tinha um lugar, uma cabana, nas montanhas. Então, desde que eu era criança, eu tenho feito isso. Eu costumava ir lá o tempo todo, e nós simplesmente fazíamos snowboard ou esqui, o que quer que sentíssemos vontade de fazer naquele dia." Essa exposição precoce incutiu uma apreciação para toda a vida pelo esporte.

Para os não iniciados, o esqui cross-country é uma disciplina que exige tanto resistência quanto graça. Assim como a corrida, os atletas podem adaptar sua experiência, escolhendo entre rotas curtas e cênicas até expedições de várias horas através de vastas extensões de neve. Enquanto o evento principal olímpico cobre impressionantes 50 quilômetros, as saídas pessoais de Persson são mais modestas em distância, mas não menos significativas em seu impacto. "Estou no meu ponto mais feliz quando o faço porque você está simplesmente na neve, apreciando a vista e absorvendo todo aquele momento. É especial", ela compartilha, destacando a qualidade terapêutica da atividade.

Persson nunca imaginou seguir esqui ou snowboard profissionalmente. Para ela, sempre foi uma fonte de alegria simples, uma pausa bem-vinda de uma vida que se definiu pela busca incessante pela excelência no exigente campo do Muay Thai profissional. "Eu nunca pensei em fazer disso uma profissão. Eu apenas fiz isso por diversão como um hobby. Era, e sempre foi, algo ocasional", explica ela.

A capacidade de manter uma distinção clara entre seus dois mundos – a lutadora feroz e a serena entusiasta da natureza – vem naturalmente a Persson. Ela é a mesma pessoa que conquistou o Campeonato Mundial WBC de Muay Thai e mais tarde desafiou pelo Título Mundial Feminino de Muay Thai Peso Átomo da ONE em sua estreia na promoção em julho de 2025. No entanto, mesmo com essas conquistas significativas, ela encontra sua paz mais profunda em uma trilha de montanha tranquila, com apenas a neve e o céu como companhia. "Eu gostaria de pensar que isso me dá paz de muitas maneiras", reflete Persson. "A luta é sempre onde meu foco está, mas ter isso como um hobby, eu diria, proporciona o equilíbrio perfeito."

Com os Jogos Olímpicos de Inverno agora concluídos, o foco de Persson mudou completamente para os desafios que a aguardam em Bangkok. Ela está determinada a se recuperar de sua derrota na estreia promocional e a restabelecer-se como uma forte concorrente na divisão peso átomo de Muay Thai da ONE. O próximo confronto contra Flores no ONE Fight Night 41 em 13 de março oferece uma oportunidade para ela provar seu crescimento como lutadora. Chegando ao icônico Estádio Lumpinee, frequentemente referido como "O Madison Square Garden do Leste", Persson traz consigo uma determinação tranquila, uma força fundamentada nascida de suas profundas raízes tanto no mundo disciplinado do Muay Thai quanto no abraço pacífico das paisagens naturais que ela preza. "Estou muito animada para voltar", afirma ela. "Estou pronta para fazer um show e provar o quanto cresci como lutadora desde minha estreia com as luvas de quatro onças."

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