Estados Unidos — Agência de Notícias Ekhbary
A equipe jurídica de Elon Musk convocou Yasser Al-Rumayyan, o chefe do Fundo de Investimento Público (PIF) da Arábia Saudita. Esta medida faz parte de um litígio em curso relacionado com um tweet de 2018 do CEO da Tesla, no qual ele afirmou que estava a considerar tornar a empresa de automóveis privada e que tinha "financiamento garantido" para o fazer. Musk tem defendido há muito tempo que estava a considerar tornar a Tesla privada no momento em que publicou o tweet, e disse que o seu comentário sobre "financiamento garantido" se baseou em conversas com o enorme fundo soberano da Arábia Saudita, que, segundo ele, o incentivou a tornar a empresa privada e ofereceu aumentar os seus investimentos na Tesla.
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O Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita investe em entidades importantes para o crescimento económico e afirma ter 620 mil milhões de dólares em ativos sob sua gestão no início de 2022. A equipa de Musk procura agora que Yasser Al-Rumayyan, chefe do PIF saudita, preste depoimento como parte do litígio, de acordo com uma intimação apresentada em dezembro e divulgada na terça-feira. A equipa de Musk também convocou outros três membros do PIF saudita. O PIF saudita recusou-se a comentar as intimações à CNN.
Processos de acionistas e acordo
Os acionistas da Tesla processaram Musk em 2018, alegando que ele não tinha "financiamento garantido" para tornar a empresa privada a 420 dólares por ação, como disse num tweet naquele ano. Esse tweet causou flutuações acentuadas nas ações da Tesla, que os investidores alegaram ter prejudicado as suas carteiras. Musk acabou por chegar a um acordo com a Comissão de Valores Mobiliários e Câmbio dos EUA (SEC) na altura relativamente aos tweets, demitiu-se do cargo de presidente do conselho de administração da Tesla e concordou que o seu uso das redes sociais seria supervisionado, embora pareça ter violado o acordo várias vezes.