Antoun Sehnaoui, um dos principais banqueiros do Líbano e presidente da Société Générale de Banque au Liban (SGBL), encontra-se no centro de uma intensa controvérsia após ser publicamente elogiado por seu apoio a Israel. O reconhecimento ocorreu durante um evento no Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos, para o qual Sehnaoui havia doado. O elogio veio de Morgan Ortagus, uma ex-enviada dos EUA para o Oriente Médio e suposta parceira romântica de Sehnaoui, que descreveu a família do banqueiro como "sionistas cristãos libaneses comprometidos" e afirmou que suas ações de financiamento a um projeto de ópera EUA-Israel eram "tecnicamente ilegais" no Líbano.
A controvérsia é amplificada pelo momento, com o Líbano ainda se recuperando de recentes operações militares israelenses no sul do país, que resultaram em acusações de crimes de guerra e deslocamento de mais de um milhão de pessoas. A aparição de Sehnaoui foi amplamente condenada nas redes sociais libanesas, com muitos o acusando de traição. Críticos também questionam a neutralidade de Ortagus como ex-diplomata, dada sua postura abertamente pró-Israel. Este incidente reacende debates sobre as relações Líbano-Israel e a lealdade de figuras públicas em tempos de conflito.