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Monday, 16 February 2026
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Avançados do Moreirense não conseguem preencher o vazio deixado pela saída de Schettine para a China

Yan Lincoln e Luís Hemir ainda não conseguiram deixar a sua

Avançados do Moreirense não conseguem preencher o vazio deixado pela saída de Schettine para a China
7DAYES
4 hours ago
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Portugal - Agência de Notícias Ekhbary

Avançados do Moreirense não conseguem preencher o vazio deixado pela saída de Schettine para a China

A saída do prolífico avançado Guilherme Schettine, que se juntou ao clube chinês Tianjin Jinmen Tiger em janeiro, deixou um vazio notório na linha ofensiva do Moreirense. O clube depositou as suas esperanças nos avançados Yan Lincoln e Luís Hemir para darem um passo em frente e preencherem a lacuna de golos deixada pelo seu antigo craque. No entanto, à medida que a temporada avança, torna-se cada vez mais evidente que nenhum dos dois jogadores conseguiu replicar consistentemente o impacto de Schettine, alimentando crescentes preocupações sobre a potência ofensiva da equipa.

Schettine foi uma figura chave para o Moreirense, fornecendo constantemente golos e um impulso ofensivo crucial. A sua mudança para a Ásia representou uma oportunidade financeira significativa para o jogador e uma reestruturação estratégica para o clube. Embora o valor da transferência tenha sido provavelmente vantajoso, as repercussões em campo têm sido desafiadoras. Esperava-se que o talento herdado de Lincoln e Hemir estivesse à altura, especialmente considerando o aumento do tempo de jogo e da responsabilidade.

Apesar de terem sido posicionados como herdeiros do legado goleador de Schettine, tanto Yan Lincoln como Luís Hemir têm tido dificuldades em encontrar o caminho para a baliza nas competições de liga esta temporada. Esta falta de uma ameaça de golo constante da posição de ponta de lança colocou o Moreirense numa situação difícil. A produção ofensiva geral da equipa tem sido prejudicada, tornando mais difícil garantir vitórias e subir na classificação da liga.

As estatísticas pintam um quadro sombrio das atuais dificuldades ofensivas. Yan Lincoln conseguiu marcar apenas um golo em todas as competições esta temporada, que surgiu no início da campanha contra o Alverca na primeira jornada. De forma semelhante, Luís Hemir também só encontrou a baliza uma vez, marcando contra o Estoril na 13ª jornada. Estes números estão muito aquém do que se espera das principais opções ofensivas da equipa e sublinham um problema significativo que a equipa técnica tem de abordar.

A pressão sobre a direção e a equipa técnica do Moreirense para encontrar soluções está a aumentar. A falta de golos constantes da linha ofensiva afeta diretamente os resultados da equipa e o desempenho geral. Levantam-se questões sobre a estratégia de contratação do clube e a sua capacidade de identificar e desenvolver jogadores capazes de atuar consistentemente a um alto nível.

Para além da crise imediata de golos, o Moreirense tem enfrentado outros desafios. O treinador da equipa recebeu uma suspensão de oito dias do Conselho de Disciplina da Federação Portuguesa de Futebol, o que acrescentou outra camada de perturbação. Além disso, relatórios sugerem que negociações de transferência para potenciais reforços falharam, indicando dificuldades em fortalecer o plantel durante a janela de transferências.

Num contexto mais amplo, a transferência de Schettine para a liga chinesa é um reflexo da crescente globalização do futebol e das ambições crescentes de ligas fora das potências europeias tradicionais. As federações de futebol asiáticas procuram ativamente elevar os seus padrões e atrair talento internacional, uma tendência que continua a moldar o mercado de transferências.

A questão crucial permanece: Yan Lincoln e Luís Hemir conseguirão reencontrar o seu instinto goleador ou elevar o seu nível de jogo para satisfazer as exigências do ataque do Moreirense? Falhar em fazê-lo pode obrigar o clube a explorar medidas mais drásticas no mercado de transferências para injetar a tão necessária força ofensiva. As aspirações da equipa para a temporada dependem significativamente da sua capacidade de superar este défice ofensivo e encontrar uma fonte fiável de golos.

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