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Tuesday, 10 February 2026
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Ataques israelenses intensificados ceifam dezenas de vidas em Gaza em meio a um cessar-fogo frágil

Assaltos recentes atingem áreas residenciais, levantando que

Ataques israelenses intensificados ceifam dezenas de vidas em Gaza em meio a um cessar-fogo frágil
Matrix Bot
4 days ago
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Estados Unidos - Agência de Notícias Ekhbary

Ataques israelenses intensificados ceifam dezenas de vidas em Gaza em meio a um cessar-fogo frágil

Deir al-Balah, Faixa de Gaza – A Faixa de Gaza foi mais uma vez mergulhada em um ciclo de violência, com recentes ataques militares israelenses ceifando a vida de pelo menos 19 palestinos, predominantemente mulheres e crianças, de acordo com funcionários de hospitais. Esses assaltos mortais, ocorridos em uma manhã de quarta-feira recente, acenderam uma condenação generalizada e lançaram uma longa sombra sobre o plano de paz mediado pelos EUA, que deveria inaugurar uma era de desescalada desde sua implementação em 10 de outubro de 2025.

Entre as vítimas dos bombardeios incessantes de quarta-feira estavam cinco crianças, incluindo um bebê de 5 meses e um recém-nascido de apenas 10 dias. Sete mulheres e um paramédico também pereceram nos ataques, conforme relatado pelas autoridades de saúde locais. O ministério da saúde de Gaza, administrado pelo Hamas, revisou posteriormente o número de mortos para aquele único dia para 21, indicando uma rápida escalada de hostilidades. Essas fatalidades contribuem para um sombrio total de pelo menos 556 palestinos mortos por fogo israelense desde que o cessar-fogo entrou em vigor, destacando a persistente fragilidade da suposta paz.

As Forças de Defesa de Israel (IDF) emitiram um comunicado na quarta-feira, afirmando que suas operações foram uma resposta direta ao que descreveram como uma "flagrante violação do atual acordo de cessar-fogo" por militantes do Hamas. As IDF alegaram que militantes atacaram as forças israelenses no norte de Gaza, ferindo gravemente um soldado. "Após a identificação do fogo, unidades blindadas das IDF e aeronaves da IAF conduziram ataques na área", afirmou o comunicado militar, sinalizando uma política contínua de retaliação. Um oficial militar israelense anônimo reiterou à Associated Press que Israel persistiria com seus ataques em toda a faixa, mantendo que suas ações são sempre em resposta às violações do Hamas ou aos ataques contra seus soldados, quatro dos quais teriam morrido desde o início do cessar-fogo.

No entanto, a narrativa de Gaza pinta um quadro marcadamente diferente. O Dr. Mohamed Abu Selmiya, diretor do Hospital Shifa da Cidade de Gaza, expressou a profunda frustração e desespero prevalentes entre os palestinos. Em uma postagem comovente nas redes sociais, ele questionou a própria existência do cessar-fogo, afirmando: "A guerra genocida contra nosso povo na Faixa de Gaza continua. Onde está o cessar-fogo? Onde estão os mediadores?" Suas palavras ressoam com muitos palestinos que sentem que, apesar das declarações oficiais, o conflito nunca realmente terminou.

A recente onda de ataques incluiu um incidente particularmente devastador no bairro de Tuffah, no norte de Gaza, onde tropas israelenses atiraram contra um prédio, matando pelo menos 11 pessoas, a maioria de uma única família. O Hospital Shifa confirmou ter recebido os corpos, que incluíam dois pais, sua filha de 10 dias, sua prima de 5 meses e sua avó. Relatórios semelhantes de vítimas civis surgiram de outras áreas: um ataque israelense a uma tenda de uma família na cidade de Khan Younis, no sul, matou três pessoas, incluindo um menino de 12 anos, de acordo com o Hospital Nasser. O bombardeio de tanques no bairro oriental de Zaytoun, na Cidade de Gaza, ceifou outras três vidas palestinas, incluindo um casal. Na área de Muwasi, em Khan Younis, um ataque a uma tenda matou duas pessoas e feriu cinco, entre elas Hussein Hassan Hussein al-Semieri, um paramédico do Crescente Vermelho Palestino que estava de plantão.

O crescente número de mortos testa severamente a viabilidade do plano de paz apoiado pelos EUA. Mediadores internacionais condenaram os ataques, enquanto o Hamas os classificou consistentemente como violações do acordo. O ministério da saúde de Gaza, que opera sob o governo liderado pelo Hamas, relata que mais de 71.800 palestinos foram mortos desde o início da guerra. Embora Israel conteste esses números e não tenha fornecido seus próprios números de vítimas civis em Gaza, os registros detalhados do ministério são amplamente considerados confiáveis por agências da ONU e especialistas independentes, que também acreditam que o número real de fatalidades é provavelmente maior devido a muitos corpos que ainda não foram recuperados dos escombros.

Este último surto de violência ressalta os profundos desafios que qualquer paz duradoura na região enfrenta. O ciclo de ataque e retaliação continua a cobrar um preço pesado em vidas civis, perpetuando uma crise humanitária e corroendo qualquer confiança nos esforços diplomáticos. A comunidade internacional observa ansiosamente enquanto o cessar-fogo, antes aclamado como um farol de esperança, parece cada vez mais um acordo frágil e frequentemente violado.

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