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Tuesday, 17 February 2026
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Ataque de drone a residência em Zaporizhzhia: três feridos e um incêndio

Administração militar regional confirma vítimas após ataque

Ataque de drone a residência em Zaporizhzhia: três feridos e um incêndio
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Ucrânia - Agência de Notícias Ekhbary

Ataque de drone a residência em Zaporizhzhia: três feridos e um incêndio

ROMA, 15 de fevereiro de 2026, 03:09 - A cidade ucraniana de Zaporizhzhia foi palco de um grave ataque nas primeiras horas de 15 de fevereiro de 2026. Um drone do tipo "Shahed" atingiu um edifício residencial privado, causando um grande incêndio e deixando três pessoas feridas. A administração militar regional de Zaporizhzhia confirmou o ocorrido através de um comunicado divulgado no Telegram e reproduzido pela "Rbc Ukraine". Segundo as autoridades locais, as vítimas são um homem de 75 anos e duas mulheres de 73 e 55 anos, respetivamente. Os feridos estão recebendo toda a assistência médica necessária.

Este incidente insere-se num contexto de crescente tensão e uso de drones no conflito em curso. Relatórios indicam que áreas dentro do território russo, como a região de Krasnodar e a península da Crimeia, também foram alvo de ataques por drones não identificados desde a noite anterior. Residentes das cidades russas de Sochi e Adler relataram ter ouvido potentes explosões no céu, com possíveis danos também a infraestruturas portuárias. Foram também reportados voos em direção a Kerch, um importante ponto estratégico que liga a Crimeia à Rússia continental.

O uso de drones "Shahed", frequentemente descritos como "drones suicidas" ou "kamikaze", tornou-se uma tática recorrente nos conflitos modernos. Estes veículos aéreos não tripulados (VANTs) oferecem vantagens estratégicas devido ao seu custo relativamente baixo, capacidade de operar a baixa altitude e de evadir parcialmente as defesas aéreas convencionais. No entanto, o seu emprego contra alvos civis suscita sérias preocupações humanitárias e legais.

O direito internacional humanitário impõe rigorosas obrigações de proteção para a população civil e os bens de caráter civil. Ataques diretos contra civis ou infraestruturas residenciais são proibidos, a menos que sejam utilizados para fins militares e os ataques sejam conduzidos de forma a evitar ou minimizar danos aos civis. A natureza destes ataques e as possíveis vítimas civis exigem uma investigação aprofundada para apurar a conformidade com as leis da guerra.

Do ponto de vista estratégico, a extensão das operações com drones a territórios previamente considerados seguros, como Krasnodar e a Crimeia, sugere uma escalada do conflito e uma expansão das capacidades operacionais das partes envolvidas. A capacidade de atingir alvos em profundidade representa um desafio significativo para a segurança nacional e as estratégias de defesa.

O impacto psicológico de tais ataques na população civil não pode ser subestimado. A ameaça constante de incursões aéreas, muitas vezes imprevisíveis, gera um clima de medo e insegurança que pode ter efeitos duradouros no bem-estar das comunidades.

À medida que o conflito evolui, espera-se que o papel dos sistemas não tripulados continue a crescer. Ambas as partes estão a investir fortemente em tecnologia de drones, tanto para fins ofensivos quanto defensivos. A capacidade de detetar, rastrear e neutralizar eficazmente estas ameaças tornou-se uma prioridade absoluta para as forças de segurança.

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